02.01.2013
Os bens materiais são importantes
para a sobrevivência mas não se devem tornar a obsessão do homem a ponto de se
tornarem a sua principal razão de viver.
Quando se nasce o único bem que
se tem é a vida em si mesmo que fica até à hora em que se parte com todos bens
com que se chegou. Ora se tudo começa e acaba sem nada tudo o que se obtém no
intervalo é ganho e aquilo que se perde nunca é prejuízo porque para se perder
teve que se ganhar antes e aí já era proveito. Nunca se perde o que se não
ganhou antes.
A obsessão com a obtenção de mais
bens materiais, deixando de ser um acto de sobrevivência, tende a afastar o
homem da fonte donde tudo vem que é Deus.
Procuremos ao longo da vida dar
mais valor aos bens espirituais e preocupar-nos menos com os bens materiais
pois serão aqueles e não estes que nos valerão na vida nova.
Leitura
complementar: Sermão de Santo António sobre o Evangelho de João 1:19-28
Figura:
Giovanni di Pietro Bernadone (S. Francisco de Assis)
“Quem é então o
avarento? É aquele que não
se contenta daquilo que lhe basta.” Basilío Magno de Cesareia
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